
Análises e Recomendações de Livros
A leitura é indispensável, mas diante da enorme quantidade de obras publicadas, é praticamente impossível selecionar o que deve ser lido. E mesmo se nos restringirmos aos clássicos, a ordenação das leituras fará toda a diferença entre você, de fato entender o conteúdo das obras, ou sair com mais dúvidas e incertezas ao final do livro. Com base na experiência de nossos colaboradores, apresentamos agora indicações de livros a serem lidos. As obras são apresentadas, contextualizadas e selecionadas de acordo com os princípios que norteiam a linha editorial da UDT, para que você possa ir direto ao assunto, sem perder tempo. Os temas podem ser discutidos em nossos fóruns, e eventuais dúvidas e esclarecimentos tirados com os apresentadores. A filosofia da UDT segue na linha de que corpo e mente devem estar bem condicionados, e o acesso a literatura de qualidade é fundamental para este fim.
1 temporada · 12 episódios
Temporada 1
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T1 · E1 —
Como ser um conservador - Roger Scruton
15:31Não assistido
Nesse primeiro capítulo da série, em "Como ser um conservador", Scruton mostra que os conservadores sofrem no debate público, pois embora falem a verdade, a sua posição é enfadonha, enquanto que os revolucionários mentem, porém causam mais excitação em seus ouvintes. Aborda as leis de Conquest e confirma a máxima da primeira proposição, segundo a qual “todo mundo é conservador naquilo que lhe compete”.

T1 · E2 —
O Piloto de Stuka
9:31Não assistido
O Dr. Victor Lonardeli, traz no segundo episódio da série, o livro escrito por um piloto alemão da Luftwaffe, Hans Ulrich Rudel, que inicia sua carreira como observador aéreo e posteriormente é transferidos para os bombardeiros STUKA. Acompanhe mais esta análise e recomendação de leitura.

T1 · E3 —
O Mundo em Descontrole
23:18Não assistido
O “Mundo em descontrole - o que a globalização está fazendo de nós” é um livro do sociólogo inglês Anthony Giddens. Giddens é uma referência intelectual para a esquerda progressista, e pretenso reformulador de teorias socialistas. Embora tenha a pretensão de propor uma “terceira via”, com o que haveria de melhor na esquerda e na direita, uma análise rápida de seu pensamento é suficiente para constatarmos que se trata de mais do mesmo: a velha teoria marxista com uma roupagem moderna. O livro é um compilado de uma série de palestras transmitidas pela BBC e Radio4 em 1999, e nossa análise passa por demonstrar a contumácia de Giddens em ser contraditório, tentando vender fórmulas mágicas, que historicamente se mostraram falhas e catastróficas. Voce ainda poderá perceber como Giddens procura, durante toda a obra, se mostrar politicamente correto, fazendo o leitor crer que sua posição é ponderada, quando no fundo, não é honesto com eles, deliberadamente confundindo-os e incitando uma postura revolucionária. Acompanhe nessa análise, com Victor Lonardeli, a desconstrução dos argumentos apresentados por Giddens.

T1 · E4 —
Ética a Nicômaco
16:35Não assistido
Aristóteles foi aluno de Platão e ensinou filosofia a pessoas como Alexandre, filho do rei Felipe da Macedônia. Sua escola era chamada de Liceu. São Tomás de Aquino considera Aristóteles como o filósofo máximo, modelo exemplar. Escreveu sobre lógica, metafísica, mente, ética, política, estéticas, retórica e até biologia. Nasceu em 384 a.C., na Macedônia e com 17 anos foi estudar com Platão em Atenas, que rapidamente passou a considerá-lo um aluno brilhante, distanciando-se de Platão pelo seu empirismo prático. No livro Ética a Nicômaco, fala sobre sua teoria moral e o que seria o comportamento virtuoso. Trata-se de uma aula a Nicômaco, seu filho de criação, e um guia para se chegar à felicidade. A obra é extremamente acessível, mesmo aquelas pessoas que não tiveram nenhum contato anterior com os clássicos gregos. Aristóteles então vai analisar as virtudes necessárias para se atingir a felicidade e passará por diversos temas, tentando achar o ponto que equilibra o vício e a virtude em cada um dos comportamentos. A leitura desse cânon da filosofia é indispensável, e os conceitos expostos no livro certamente farão grande diferença na vida do leitor.

T1 · E5 —
Abolição do Homem
13:26Não assistido
Na obra “A Abolição do Homem” de 1944, C. S. Lewis aborda uma questão que permanece, mais do que nunca atual: a ressignificação de símbolos e suas consequências para a sociedade. Através da análise de um livro escolar, Lewis aborda a gradual e sutil modificação do modo pensar do estudante, que na visão do Autor, acabará por produzir um indivíduo com distorções profundas na forma como enxerga o mundo. Lewis procede a esta análise demonstrando que sempre existiu na humanidade, independentemente da cultura, um conjunto de “leis naturais” que são similares e que, bem ou mal, trouxeram a civilização até o estágio em que estamos. Mostra ainda o erro e a própria desonestidade daqueles que pretendem ‘revogar’ uma parte dessas leis naturais, selecionando apenas aquilo que entendem razoável. Embora com quase 80 anos, a obra aborda transformações da sociedade que desde o iluminismo vem deteriorando a cultura e o modo de vida ocidentais. Em linguagem simples e extremamente acessível, é direta ao expor aquilo que é certo e errado, sem zonas nebulosas, sendo portanto leitura indispensável para todos quem buscam entender o comportamento da sociedade.

T1 · E6 —
Aristóteles em Nova Perspectiva
18:13Não assistido
Não fugindo à regra, Olavo de Carvalho é preciso e contundente na obra “Aristóteles em nova perspectiva – introdução à teoria dos quatro discursos”, fruto de um texto distribuído a seus alunos em 1987. Embora tratando sobre o Estagirita, a obra dispensa uma leitura prévia do filosofo grego, e propõe uma novo contexto e relação dos 04 discursos clássicos: poética, retórica, dialética e lógica. Com a precisão que lhe é peculiar, o Professor Olavo esgrima os argumentos que tratam os discursos poéticos e retóricos como intelectualmente inferiores aos outros dois, relacionando-os em um mesmo bloco evolutivo e com a própria história do desenvolvimento da humanidade. “O discurso humano é uma potência única, que se atualiza de quatro maneiras diversas: a poética, a retórica, a dialética e a analítica (lógica)”; sob este prisma, explica a relação sucessiva entre as formas de transmissão de conhecimento. A obra é recomendada a todos que buscam entender melhor tudo aquilo que foi escrito na história, em especial os cânones da literatura, sendo de fácil e rápida leitura. Além disso, abre os horizontes do uso da linguagem e suas formas.

T1 · E7 —
Mestre Giles d'Aldeia
11:38Não assistido
Obra de John Ronald Reuel Tolkien, de 1949, destinada para o público infantil, mas muito interessante também para os adultos, pelas várias camadas de interpretação que o texto permite. Mestre em linguagem, Tolkien a utiliza com maestria em suas obras e em Mestre Giles d’Aldeia, a análise já se inicia com o próprio título, cujo original em inglês remete à forma arcaica da língua. O livro tem um prefácio satírico, indicando que seria a tradução do latim de um manuscrito antigo. Basicamente gira em torno de um fazendeiro, seu cachorro, um gigante, um dragão, um rei e uma espada mágica. O tom satírico é muito presente na obra, principalmente pelos inesperados desdobramentos que vão ocorrendo. Evidentemente as crianças e adultos terão uma diferente visão do senso de humor de Tolkien. A leitura da obra ajuda em debates na família relativos à honra, coragem, dever, virtudes, ideal de nobreza, símbolos (espada, dragão, rei/tirano, etc), frivolidades, ganância e muitos outros pontos agrupados pelo Autor de forma leve e interessante. Tolkien domina a linguagem como poucos, e o livro é uma verdadeira obra de arte, sendo recomendada a leitura para toda a família.

T1 · E8 —
Crônicas de Nárnia
9:26Não assistido
Obra do aclamado Autor Clives Staples Lewis, de leitura indispensável para apoio na formação de valores e do imaginário. Essencial para o público jovem, podendo ser lida em família a partir dos 6 ou 7 anos de idade. C. S. Lewis foi amigo próximo de J. R. R. Tolkien, e não aceitavam a manipulação de conceitos, as críticas ao cristianismo e a desordem ao imaginário ocidental que era feita por outros autores como Nietzsche, Bernard Shaw e H. G. Wells e outros autores. Crônicas de Nárnia é uma importante obra na luta contra ressignificação dos símbolos do imaginário Dividido em 7 crônicas, publicadas entre 1950 e 1956, em toda a obra Lewis faz claras referências ao Cristianismo, mas também utiliza em larga escala elementos de mitologia, como unicórnios, centauros, minotauros, faunos, etc, tudo isso em torno da evolução pessoal das virtudes dos personagens. O livro é ideal para leitura em família, pois é escrito de forma simples, de modo que é fácil de ser compreendido por crianças, os capítulos possuem um número de páginas muito similar, o que possibilita, p. ex., uma leitura todos os dias a noite, para as crianças, o bem e o mal são muito bem separados e identificáveis, mostrando que uma sólida base moral é importante para todos. Diferentemente de Tolkien, Lewis usa alegorias ao invés de símbolos na construção da história, o que a faz ser mais simples para compreensão direta de crianças e adultos.

T1 · E9 —
Por que o Brasil é um país atrasado?
12:31Não assistido
Por que o Brasil é um país atrasado, é um livro que traz a aplicação da ciência política na história e realidade brasileira. Diferente dos livros técnicos de ciência política, o livro vai trazendo conceitos gerais sobre democracia, estado, sempre contextualizando com o que aconteceu no Brasil desde o golpe da república. Dotado de gráficos e recursos visuais, a obra traz um comparativo entre nosso país e diversos outros países do mundo.

T1 · E10 —
O Hobbit
9:51Não assistido
Nas recomendações de livro dessa semana você vai acompanhar mais uma obra de J.R.R. Tolkien. O conhecido escritor inglês produziu uma série de livros com elementos baseados na mitologia nórdica. Das dezenas de contos e histórias envolvidas nas aventuras da Terra Média, “O Hobbit” destaca-se por ser uma leitura envolta em mistério, fantasia e moral. Tolkien não ressignifica o bem e o mal, nem nas ações de seus personagens, nem nos símbolos e alegorias. Isso traz uma forte consciência de valores e princípios, que são conduzidos por todas histórias, trazendo às crianças e adultos, maneiras claras de distinguir o que é certo e o que é errado.

T1 · E11 —
Sr Boaventura
4:53Não assistido
Preparar nossos filhos, de forma adequada, para serem bons cidadãos, para que tenham relevância e façam o bem, é o maior legado que podemos deixar. Seguindo nas recomendações de livros para serem lidos em família ou pelas próprias crianças, Victor Lonardeli traz mais uma obra do escritor inglês Jogn Ronald Reuel Tolkien. Em "Sr. Boaventura", na versão ilustrada, traz inúmeros desenhos feitos pelo próprio autor, e destaca um homem de vida simples que se envolve em diversas confusões, após trocar sua bicicleta por um carro. No desfecho da estória, o Sr. Boaventura acaba por voltar ao seu padrão de vida original, para voltar a ter sua ligação com a natureza.

T1 · E12 —
Cartas do Papai Noel
4:18Não assistido
J.R.R. Tolkien, durante a infância de seus filhos - a partir da década de 1920, até 1943 -, escreveu dezenas de cartas na época do Natal. Tomando o cuidado de escolher envelopes, escrever com letras trêmulas e ilustrar as cartas com desenhos, Tolkien se passava pelo Papai Noel, com o objetivo de passar aos seus descendentes o espírito de bondade e harmonia que a popular comemoração ocidental deve transmitir. É um livro envolto em magia, nas cartas do amoroso pai, compiladas por seus próprios filhos.
